Veja abaixo a entrevista que a senadora Rosalba Ciarline (DEM) deu na sabatina realizada pelo portal "NO MINUTO". Tomei a liberdade de copiar toda a matéria. Quem quiser saber mais, é só clicar AQUI
Rosalba afirma não temer falta de apoio de Lula
Senadora justifica dizendo que a população sabe o trabalho que ela fez no Estado.
Ciarlini se coloca como pré-candidata do DEM, mas diz que oficialização só depois das conveções
A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) afirmou durante a
Sabatina Nominuto.com, realizada nesta quarta-feira (16) à noite, no auditório da Fiern, não temer a concorrência e a falta de apoio do presidente Lula. Apesar de elogiar o trabalho do chefe do Executivo Federal no projeto de transposição do Rio São Francisco e na atuação social, ela disse que confia no trabalho que tem realizado ao longo dos anos.
“Na eleição passada as duas candidatas que saíram vitoriosas em Natal e Mossoró não tinham o apoio de Lula. Eu não tenho medo disso porque a população sabe diferenciar o trabalho da política”, disse ela.
Logo no início da entrevista, Rosalba foi direta ao declarar que a oficialização da sua candidatura ao governo do Rio Grande do Norte só está dependendo das convenções partidárias.
“Já vim aqui como pré-candidata, mas oficialmente só serei candidata quando houver a convenção”, declarou. De acordo com ela, sua candidatura surgiu naturalmente, a partir do momento em que se elegeu senadora e passou a andar pelo Estado. “Essa pré-candidatura não foi uma imposição minha ou do partido. É uma coisa natural que foi acontecendo”, garantiu.
Ao ser questionada sobre a indefinição do DEM em afirmar seu nome de maneira definitiva como candidata do partido, a senadora disse não se incomodar com a situação. “Sou apenas uma pré-candidata. Eu estou trabalhando no Senado e pelas ações de lá. Se vou ser candidata ano que vem, será de parto normal”, rebateu.
Rosalba também procurou um tom tranquilo ao responder sobre qual seria a prioridade de seu partido: se sua eleição ao governo ou a reeleição do senador José Agripino. "A continuidade do senador Agripino Maia ou a minha eleição para o Senado são ambas importantes."
Apoios

Apesar de confirmar o apoio de Garibaldi Alves Filho (PMDB) à sua candidatura ao governo, a senadora disse que não pretende parar por aí. “Vou atrás de todos do PMDB”, afirmou.
Rosalba inclusive citou nominalmente o deputado federal Henrique Alves, líder do PMDB na Câmara dos Deputados. Ele é atualmente o principal defensor do apoio do partido ao pré-candidato do PSB, o vice-governador Iberê Ferreira de Souza.
“Vou em busca de apoio sem distinção. Entendo que Henrique Eduardo, como líder do PMDB e integrante da base do governo federal, tem os compromissos dele no âmbito nacional. Mas, aqui na nossa província, no nosso Estado, temos nossas particularidades”, frisou.
Ainda falando sobre apoios nas eleições de 2010, ela não respondeu se o deputado estadual Robinson Faria seria o vice em sua chapa, mas disse que torce para que ele a apoie na disputa. “Trabalho para ter ele junto comigo. Robinson tem história política”, elogiou a “governadorável”.
Em seguida, ela afirmou que o seu candidato à vice sairá da aliança que tenta concretizar com Robinson Faria, João Maia e com o Partido Verde. Apesar disso, contou que não teria tido nenhum convite formal para que o deputado estadual Robinson Faria (PMN) ou o deputado federal João Maia (PR) entrem na chapa para concorrer ao Executivo Estadual.
Senado
Além de demonstrar a disposição em busca de apoios, Rosalba não perdeu a chance de defender sua atuação parlamentar como também sendo uma credencial de candidata. Ela citou suas atividades no Senado como resposta a críticas que teria recebido após a eleição.
“Nesses três anos como senadora, já apresentei 46 projetos e fui relatora de outros 125. Tive conquistas importantes no Senado, como o projeto da licença maternidade e a ZPE do Sertão”, ressaltou. Ela afirmou ainda que participou da conquistas de dez unidades dos Instituto Federal de Educação Tecnológica para o Estado, bem como da ampliação das Universidades Federais do Semi-Árido (Ufersa).
“Outra proposta minha foi a PEC do concurso público. O objetivo é fazer com que toda pessoa aprovada seja realmente chamada”, disse a senadora, que também citou o projeto de Transposição do Rio São Francisco, do qual ela é relatora na Comissão de Acompanhamento. “Logo que peguei o projeto vi que não constava o Rio Apodi. Com isso, acionei a bancada federal do Rio Grande do Norte e todos nos mobilizamos para incluir”, contou.
Polêmicas
A senadora também respondeu a perguntas referentes a recentes polêmicas na cena político-administrativa do Estado. Ao ser questionada sobre os projetos de redistribuição do ICMS entre os municípios do Rio Grande do Norte, ela defendeu que a definição da disputa entre as cidades maiores e menores deve ser feita pelo Governo do Estado.
“O que custa o governo retirar 1% do orçamento para repassar aos municípios pequenos?”, indagou Rosalba. Logo em seguida, ela foi perguntada se, por ter sido prefeita de Mossoró, estaria do lado dos municípios maiores. A “governadorável”, então, voltou a bater na tecla. “Eu estou com a proposta de que o Governo deve decidir a questão. Nós, senadores, não vamos votar essa matéria. Quem vai votar é a Assembleia e quem vai vetar ou não é o Governo do Estado.”
A respeito do Orçamento Geral do Estado (OGE), cuja votação ocorreu na terça-feira e que, segundo vários parlamentares, não houve tempo de apresentação de várias emendas aprovadas sem conhecimento de seus conteúdos, Rosalba disse que a solução para evitar o problema seria o diálogo e o planejamento.
"Tudo parte do planejamento. Muitas vezes, o orçamento é virtual. Eu penso que ele deve ser real e se basear em possíveis quedas de arrecadação", frisou. “O que acontece é que o governo trabalha em cima de números virtuais para dizer que arrecadou mais e acaba restringindo lá na frente”, criticou.
Mossoró
A senadora também respondeu a vários questionamentos relativos a Mossoró, cidade de onde foi prefeita por três vezes. Um deles diz respeito a briga que a atual administração do município vem tendo com a Caern, administrada pelo Governo do Estado. “A Caern tinha que recuperar os buracos que deixava após as obras. A Prefeitura de Mossoró tem mais de 400 ofícios protocolados na Caern sem resposta. A cobrança tem que ser feita”, defendeu ela.
A respeito das dificuldades financeiras pelas quais a cidade vem passando, apesar dos altos valores que recebe devido aos royalties do petróleo, Rosalba se esquivou. “Eu fui prefeita de Mossoró e sei como funciona. Eu conheço quem fez as críticas, mas a prefeita (Fafá Rosado) fez o que achava que devia fazer.”
Comentando sobre a suposta rivalidade entre Natal e Mossoró, ela afirmou que “esse bairrismo acabou. Eu morei aqui em Natal e fui prefeita em Mossoró. Eu não sabia que o nível de conhecimento da minha administração lá tinha resultados aqui”, ressaltou. Parafraseando um slogan político, a senadora arrematou com uma frase de efeito: “Eu adoro Mossoró e amo Natal”.
Prioridades
Rosalba falou, ainda, sobre algumas de suas prioridades, caso venha a ser eleita governadora. Uma delas seria melhorar a saúde dos municípios do interior. “As filas do Hospital Walfredo Gurgel só vão acabar quando o governo oferecer assistência à saúde dos municípios do interior. Muitos recursos podem ser repassados para essas cidades e não são”, afirmou.

Ainda no quesito saúde, a senadora se viu obrigada a defender a atuação da prefeita de Natal, Micarla de Souza (PV). Segundo Rosalba, "não se resolve esse problema (o da crise na saúde pública) com varinha de condão". Ela afirmou que confia na "boa vontade de Micarla" para encontrar soluções para a crise da saúde e contou que a prefeita tem ido em busca de recursos para o setor em Brasília.
Rosalba também citou a segurança pública como prioridade. “Natal, por exemplo, tem um potencial turístico muito grande. Com isso, um turista não pode chegar ao Estado e se sentir ameaçado”. Falando em proposta, ela disse acreditar “que para melhorar a situação é preciso investimentos em equipamentos e inteligência”.
Ao comentar sobre o saneamento do Estado, a senadora afirmou que o investimento no setor seria uma das suas metas para resolver o problema da poluição dos rios, como o Mossoró. Segundo ela, quando administrou a capital da região Oeste, deixou a cidade com 60% do saneamento realizado.
Quando respondeu a questões relativas à educação, Rosalba fez críticas a atual situação do setor. “Nós estamos em situação vexatória”, descreveu. “Infelizmente, aqui no Rio Grande do Norte a educação está andando para trás. Hoje, 60% dos alunos que entram na rede pública não concluem o 2º grau”, relatou ela.
A senadora atribuiu isso à falta de estímulo que existiria por parte dos alunos, bem como dos próprios professores. “Nós vamos procurar incentivar a capacitação contínua dos professores e motivar os estudantes com outras ferramentas, porque só assim vamos conseguir ter um bom desempenho na educação”. Ciarlini ainda disse que os professores da rede precisam ter o plano de cargos e salários cumprido que essa seria uma das formas de se conseguir boa educação.